quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Neoliberalismo e as crises do capitalismo moderno.

         Como diz José Martins em[1] seu livro: Os Limites do Irracional[2]: “Nos últimos anos, tanto a valorização do capital quanto às crises cíclicas têm aumentado de intensidade.

         A devastação neoliberal nada mais é do que a plena aplicação das leis que comandam o funcionamento da máquina capitalista globalizada.

         O chamado neoliberalismo não é uma mera política da burguesia (capitalistas) ou a personificação de quem quer que seja. É o próprio movimento de alargamento da base de exploração e valorização do capital.

         É a ampliação e aprofundamento das históricas leis do livre-mercado, quer dizer, da livre exploração das classes proprietárias sobre a classe trabalhadora nos mercados nacionais e da livre exploração imperialista das nações dominantes sobre as nações dominadas no mercado mundial.

         A burguesia e seus colaboradores apenas se encarregam de garantir as reformalizações sociais e políticas para que a liberalização se realize o mais rapidamente possível. E isso não é uma tarefa muito fácil.

         Ao contrário, essas reformalizações liberais são cada vez mais difíceis, na medida em que as expansões e os choques cíclicos também são mais intensos e, conseqüentemente, mais exigentes para mais uma retomada econômica.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

[2] São Paulo, Editora Fio do Tempo, 1999.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Neoliberalismo e a crise

         O neoliberalismo interpreta[1] a atual crise econômica como resultado da excessiva intervenção do Estado na economia praticada desde a crise mundial dos anos 30.

         Naqueles anos se acreditava que com a intervenção do Estado na economia se evitaria uma nova crise. Mas isto não aconteceu. Ante ao surgimento da crise iniciada em 1970, os neoliberais sustentam que: a crise é culpa da Intervenção do estado na economia.

         O Neoliberalismo pretende que a empresa privada retome as rédeas da economia que haviam sido arrebatadas pelo Estado. Para eles o Estado só serve para perturbar a ordem natural das leis de mercado, que é capaz de regular-se a si mesmo.

         Sobre isto vamos ouvir a palavra de um capitalista. O mega-especulador internacional George Soros numa entrevista à revista Veja diz: “A falsidade a meu ver é a idéia que impera no mundo de que os mercados são perfeitos e, portanto, tendem ao equilíbrio. Estou convencido de que os mercados são imperfeitos e de que no futuro podem nos conduzir a um formidável colapso da economia do planeta. Nós vivemos constantemente no que chamo de desequilíbrio dinâmico. Ninguém quer reconhecer isso agora porque estamos (?) nadando em prosperidade.”

         A crise de 2008/2009 demonstrou justamente o que previa o grande especulador, a excessiva liberdade dos mercados gerou a maior crise do capitalismo dos últimos tempos.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O liberalismo – continuação.

         Está claro que estas liberdades[1] são só para os capitalistas. O liberalismo rejeita a prática mercantilista na qual o Estado controla todo o fazer econômico de uma nação.
        
         Frente a isto sustentam a livre concorrência, quer dizer, que o Estado não intervenha na economia (que em linguagem clara significa que o Estado não imponha limites à forma e quantidade de se obter lucros à custa dos trabalhadores).

         O papel do Estado é garantir essa livre concorrência à propriedade privada e, além disso, deve criar condições materiais que permitam aos empresários privados obterem maiores lucros, tais como: construir novas estradas, portos, estradas de ferro, etc. (Isto também é intervenção na economia)

         Livre concorrência também significa que exista liberdade de decidir o quê e como produzir;quem produz e, como se distribui e se consome o produzido.

         A economia é conduzida por uma mão invisível que faz com que o capitalista, buscando seu interesse egoísta, sem se dar conta, assegura o interesse social. Esta mão invisível é a livre concorrência que permite que a economia sempre funcione bem e, quando surgem crises, ela mesma se corrige através do movimento de oferta e procura.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Liberalismo

         Surgido em conseqüência da luta[1] histórica da burguesia (classe capitalista) para superar os obstáculos que a ordem jurídica feudal opunha ao livre desenvolvimento da economia, o liberalismo tornou-se uma corrente doutrinária de importância capital na vida política, econômica e social dos estados modernos.
        
         Liberalismo é uma doutrina política e econômica que, em suas formulações originais, postulava a limitação do poder estatal em benefício da liberdade individual.
        
         Fundamentado nas teorias racionalistas e empiristas do Iluminismo e na expansão econômica gerada pela industrialização, o liberalismo converteu-se, desde o final do século XVIII, na ideologia da burguesia em sua luta contra as estruturas que se opunham ao livre jogo das forças econômicas e à participação da sociedade na direção do estado.

         Ao impor-se o capitalismo industrial, graças à invenção da máquina e à introdução da mesma na produção, é preciso um novo pensamento que o justifique e o defenda. Este novo pensamento é o Liberalismo.

         Este pensamento ressalta a liberdade individual em todos os sentidos: LIBERDADE DA EMPRESA E LIBERDADE DE COMÉRCIO E O DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

4. O Neoliberalismo

Porque esta fase do capitalismo[1] nós chamamos de Neoliberalismo?

         Neo, quer dizer novo e Liberalismo se refere ao pensamento que serviu de base ao capitalismo desde seu princípio e que está baseado no individualismo e na liberdade de empresa.
        
         Denomina-se novo, porque ressurge depois de aproximadamente 40 anos, período em que se praticou outro tipo de política econômica, na qual o Estado intervinha de maneira considerável em todos os âmbitos da economia.

         Com a queda do muro de Berlim e o enfraquecimento das economias socialistas a doutrina liberal ganhou força e o mundo passou a viver uma nova fase, denominada neoliberal.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Os conflitos entre capitalistas e trabalhadores na sociedade brasileira

          Estas instruções repassadas por uma organização patronal para seus sindicatos filiados ilustram bem de como é atual a disputa entre capital e trabalho na nossa sociedade.

São Paulo, 25 de Setembro[1] de 1997

         Cumprindo determinação da reunião extraordinária deste conselho deliberativo, realizado em 23 de setembro de 1997, passamos ao conhecimento o RHs e demais negociadores de nossas empresas as orientações que devem nortear as negociações salariais deste ano com os metalúrgicos do ABC e demais sindicatos filiados à CUT, no Estado de são Paulo.

1) Quanto às pretensões salariais:
a) Oferecer apenas o possível e NUNCA ultrapassar o índice de 2%;
b) É aconselhável oferecer ZERO de reposição, tendo em vista a crise advinda do Plano Real (nunca citar o Plano Real nas reuniões);
c) Oferecer ZERO de produtividade, alegando os mesmos motivos acima;
d) Não conceder nada de produtividade para não abrir precedente indesejável ao restante do grupo.

2) Quanto às cláusulas sociais.
a) Este ano temos de fazer valer nossa decisão de cortar todas as cláusulas que onerem as empresas;
b) Portanto, logo na primeira reunião, deixar claro a nossa posição;
c) Todavia, fica a critério de cada empresa a concessão de benefícios;

3) Cláusulas que devem ser cortadas neste acordo:
- Adicional noturno
- Horas extras
- Desconto do DSR
- Garantia salarial na rescisão do Contrato de Trabalho
- Aproveitamento de deficiente físico
- Abono por aposentadoria
- Garantia ao empregado afastado do serviço por motivo de doença ou de acidente no trabalho

4) ATENÇÃO: Tendo em vista a fragilidade dos trabalhadores, com receio de perder seus empregos, os sindicatos não vão encontrar condições para uma possível greve. Portanto, é o momento de angariarmos sucesso nesta campanha salarial. Mas, em caso de paralisação generalizada, rediscutiremos nosso procedimento.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Como, então, nasceu o Estado?

O Estado nasce junto com a divisão da sociedade em classes[1]. Nas várias sociedades de classe, os proprietários, detentores do poder econômico, se apossam também do poder político.

Evidentemente, estas classes dominantes vão exercer o poder em benefício da sua classe. O poder político agora nasce de uma parcela da sociedade e é exercida em benefício desta parcela.

A função principal do Estado foi fazer prevalecer os interesses da parcela dominante sobre o conjunto da sociedade. Para isso, foi necessário que o Estado tivesse poder de coerção (polícia, forças armadas), a fim de assegurar estes interesses pela força, sempre que seja necessário.

O Estado foi criado como sendo uma instituição política, jurídica, administrativa e militar que tinha por objetivo dirigir o conjunto da sociedade, de acordo com os interesses da parcela economicamente dominante.

         A teoria política capitalista não define o Estado deste modo. Pelo contrário, ela diz que o Estado tem o objetivo de proteger o bem comum. Isto é uma definição abstrata, feita a partir do que se acha que o Estado deveria ser, e não da observação de como ele surgiu, do que ele historicamente foi e de certa forma continua sendo até hoje, embora os trabalhadores no Brasil e em outros países tenham conquistado parcelas significativas de poder.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Estrutura do Sistema Capitalista. A estrutura de dominação.


Através do Estado, a classe dominante[1] montou um aparelho de coerção e de repressão social que lhe permite exercer o poder sobre toda a sociedade, fazendo-a submeter-se às regras políticas.

Um dos grandes instrumentos do Estado é o Direito, as leis estabelecidas regulam as relações sociais, as leis nos países capitalistas têm elementos fortes em proveito dos dominantes. Na nossa sociedade ainda acontece algo mais grave, a lei, na maioria dos casos, só consegue punir os mais fracos. Em muitos casos a lei é direito para o dominante e dever para o dominado.

A estrutura econômica é a base da superestrutura político- jurídica, por isso, os que detêm o poder econômico, têm em suas mãos grande parte do poder político. Sociedades muito desiguais, como a brasileira, espaços de poder são conquistados pelos trabalhadores.

A ideologia consiste precisamente na transformação das idéias da classe dominante em idéias dominantes para toda a sociedade como um todo, de modo que a classe que domina no plano material (econômico, social e político) também domina no plano ideológico (das idéias).

A Democracia se restringe apenas ao voto, não há mecanismos reais de controle e participação do Estado por parte da classe excluída. Os capitalistas buscam a privatização do estado para atender a seus interesses.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Estrutura do Sistema Capitalista.

         A estrutura do sistema capitalista[1] tem como base a economia sobre a qual se constroem a sociedade civil e política que é cimentada e acobertada pela ideologia, a qual permite e possibilita a convivência das duas classes básicas que são a Classe Trabalhadora e a Classe Capitalista.
Marx dizia que as condições materiais de existência determinam a consciência, ou seja, de maneira geral as pessoas da elite geralmente desejam manter o sistema como está, são chamados de conservadores.
         A Ideologia procura harmonizar o que é impossível de harmonizar: os interesses das duas classes que estão em posições antagônicas, ou seja, posições contrárias. Mas consegue esconder muito bem as diferenças, graças ao convencimento da grande maioria da classe trabalhadora de que este sistema é o melhor, ou de que o mundo é assim mesmo, que não precisa mudar.
A ideologia é o resultado da luta de classes e que tem por função esconder a existência dessa luta. Podemos acrescentar que o poder ou a eficácia da ideologia aumenta quanto maior for a sua capacidade para ocultar a origem da divisão social em classes e a luta de classes.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Capitalismo

         O que é a mercadoria? [1] A mercadoria não é simplesmente uma coisa qualquer, mas é trabalho humano concentrado e em parte não pago.
Assim o capitalismo tem dois elementos essenciais: Capital e Trabalho, que estão em constante conflito. O Estado foi criado com a função do Estado de gerenciar e amenizar este conflito; sem, no entanto, mexer na estrutura de classes existentes.
Na visão tradicional é importante para o capitalista que haja uma sobra de oferta de mão de obra. Quer dizer, quanto maior fosse o desemprego, melhor seria para o capitalista.
Isto faz baixar o valor do salário, pois há uma concorrência na hora da oferta da mercadoria: força de trabalho; isto faz baixar o preço desta mercadoria força de trabalho. Assim se consegue mais lucro ainda às custas do desemprego. Afinal para o capitalismo o lucro é o objetivo primeiro e último. O lucro deve ser conseguido a todo e qualquer o custo.
Numa entrevista na rádio alguém comentou que não daria para reivindicar o aumento do preço do leite para os agricultores pois o preço era determinado pelo mercado. Assim as leis do mercado parecem imutáveis e fora de nosso alcance. Só que ele esqueceu de dizer que quem manda no mercado do leite são três grande empresas.
Quem é o mercado? Três empresas, dirigidas por pessoas. Portanto é possível aumentar o preço do leite para os produtores, pois conseguimos identificar quem é o mercado e as pessoas que mandam neste mercado. Fala-se do mercado como se fosse algo abstrato, inatingível, imutável, santo e divino. É a idolatria do mercado. O mercado virou deus.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Salário

         Salário é a quantidade de dinheiro[1] que o trabalhador recebe em troca do seu trabalho; mas este não é o equivalente ao valor de produtos (mercadorias) que ele produziu. O capitalismo trata o trabalho como mais uma mercadoria.

Acontece que somente o trabalho é capaz de gerar um valor superior àquele que foi necessário para sua produção. Esse valor a mais é chamado de lucro. A origem do capital, portanto, é o trabalho não pago que surge pelo não pagamento do trabalho excedente feito durante a produção da mercadoria.

Trabalho excedente é o trabalho feito, mas sobre o qual o trabalhador não recebe pagamento, é o tempo em que ele trabalha de graça. E este trabalho excedente é o lucro. O capital surge assim. Graças ao lucro. A mercadoria não é uma coisa, mas trabalho social, tempo de trabalho.

Não é qualquer tempo de trabalho, mas tempo de trabalho não pago, portanto a mercadoria oculta o fato de que há exploração econômica.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Capitalismo

         O capitalismo tem as suas próprias leis de funcionamento[1]. O alicerce do sistema é Propriedade Privada dos Meios de Produção e a Livre Iniciativa (concorrência).
Livre iniciativa significa a liberdade de produzir o que quiser e principalmente a liberdade que a classe capitalista tem de explorar a mão de obra da classe trabalhadora.
Assim temos também o Livre Contrato de Trabalho onde o trabalhador faz um contrato de trabalho com o patrão e concorda com o salário que irá receber. Se ele não concordar ficará desempregado.
Assim como o agricultor que é produtor de leite “concorda” com o preço que a indústria pagará para ele. Se não concorda ele não terá a quem vender o seu leite.
Os capitalistas sempre controlaram o aparato do Estado, poderes executivo, legislativo, judiciário e os demais setores de poder, e o jeito de pensar (a ideologia) do povo. Atualmente, um dos mais eficientes meios de dominação são os meios de comunicação social.  
Tudo isto para poder manter a sua exploração sobre a classe trabalhadora e a classe média. A classe trabalhadora só tem a sua força de trabalho. Esta força de trabalho ela tem que vender como mercadoria para a classe capitalista por um salário estipulado pela classe capitalista.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Capitalismo

         Se olharmos de perto[1] o nosso mundo vemos que ele está agora organizado no assim chamado modelo Capitalista Neoliberal Globalizado.

Como funciona afinal o capitalismo?

Como as riquezas são geradas?

Como as pessoas são tornadas pobres?

Como a riqueza e a pobreza são geradas?

O que realmente cria riqueza, o que realmente gera valor é o trabalho humano, empregado na produção de objetos (de mercadorias). Esta mercadoria tem um duplo valor: o valor de uso e o valor de troca. Para o capitalista o que importa é o valor de troca. Produz-se a mercadoria para vendê-la.

A exploração acontece no processo produtivo, durante o trabalho. Em outras palavras, é o trabalho dos operários nas fábricas e nas empresas que funciona como fonte de todo lucro. O salário que o trabalhador recebe por uma jornada diária de trabalho, na verdade paga apenas uma parte do que ele produziu.

A outra parte da sua jornada de trabalho é destinada a produzir o lucro. Quanto mais mecanizada for a fábrica, ou seja quanto mais rápido o operário produz, em menos tempo de trabalho o empregado paga o seu salário.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita o autor.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um novo projeto de sociedade começa a ser pensado.

         A preocupação[1] com as injustiças sociais já existia desde a Antiguidade. Desde a aquela época algumas pessoas, preocupadas com a vida em sociedade, pensavam em modificar a organização social e assim melhorar as relações entre as pessoas.

Na Idade Moderna também houve essa preocupação. Um inglês de nome Thomas More escreveu um livro chamado Utopia, onde mostrou como imaginava a sociedade de uma forma menos injusta.

Entretanto, com as grandes desigualdades sociais criadas pela Revolução Industrial, as idéias de reformar a sociedade ganharam mais força. Foi assim que surgiram pensadores como Saint-Simon, Charles Fourier, Pierre Proudhon, Karl Marx, Friedrich Engels e outros. Estes pensadores ficaram conhecidos como socialistas.

“Essas idéias socialistas espalharam-se pela Europa e depois por todo mundo; e não ficaram somente na teoria, é o caso da Revolução Socialista de 1917, na Rússia,” onde lideranças de um país tentaram colocar em prática as idéias socialistas.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As características do sistema capitalista

 Este sistema[1] caracteriza em linhas gerais:
·        Pela propriedade privada ou particular dos meios de produção (terra, bancos, grande comércio, tecnologia, indústria, máquinas);
·        Pelo trabalho assalariado;
·        Pelo predomínio da livre iniciativa sobre a planificação estatal.
·        A interferência do Estado nos negócios é pequena.
Na formação do capitalismo a sociedade capitalista dividia-se em duas classes sociais básicas: a que possuía os meios de produção, denominada Classe Capitalista (burguesia) e a que possuía apenas a sua força de trabalho, denominada classe trabalhadora.
As sociedades modernas são mais complexas, existe uma grande massa de excluídos do desenvolvimento econômico e social no mundo, vítimas da expansão do capitalismo.


[1] http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10- Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A comuna de Paris

No dia 18 de março de 1871 emergia[1] em Paris o primeiro governo operário da História que foi resultado da resistência popular diante à eminente invasão alemã à França.
 Apesar de ter conseguido se manter por apenas 72 dias suas lições e seu legado de heroísmo continuam até os dias de hoje. Do dia 18 de março ao dia 28 de maio de 1871 os operários franceses dirigiram a cidade de Paris e tiveram a ousadia de tomar medidas políticas que, seguramente, continuam servindo de exemplo e desafio ao movimento socialista mundial.
A insatisfação popular era devido, principalmente, aos sofrimentos decorrentes da guerra contra a Prússia, o desemprego dos trabalhadores e a falência de pequenos comerciantes, a ansiedade por um novo regime e a composição reacionária da Assembléia Nacional.
A Comuna tinha como proposta com a propriedade privada, pois se acreditava que ela era a origem da desigualdade entre as classes.
 Porém, a 28 de maio de 1871 a última barricada popular foi derrotada e esse era o fim de uma experiência que. Embora destruída militarmente, permanece como uma bandeira política, na qual se acredita que é possível a construção de uma sociedade mais justa.
Os mesmos ideais buscados pelos operários da segunda metade do século XIX, como liberdade, igualdade e fraternidade continuam a ser um sonho distante na tentativa de construção de uma sociedade diferente com menos injustiças sociais.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Greves Operárias no Brasil: 1917-1919

       Greves operárias 1 século XX na luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, garantias trabalhistas. foi como ficou conhecido no Brasil o movimento de operários no início do século.

Em 1907, a cidade de São Paulo foi paralisada por uma greve que reivindicava a jornada de oito horas diárias de trabalho. A manifestação iniciada por trabalhadores da construção civil, da indústria de alimentos e metalúrgicos acabou contagiando outras categorias e atingindo diversas cidades do estado, como Santos, Ribeirão Preto e Campinas.

Em junho de 1917, outra grande greve também se iniciou em São Paulo. A greve de 1917 teve início em duas fábricas têxteis. O movimento se espalhou rapidamente e paralisou a cidade, contando, inclusive, com a adesão dos trabalhadores do serviço público. Cerca de 50.000 pessoas aderiram ao movimento. Para defender a greve foi organizado o Comitê de Defesa Proletária, que teve Edgar Leuenroth como um dos principais líderes.

Os patrões deram um aumento imediato de salário e prometeram estudar as demais exigências. A grande vitória foi o reconhecimento do movimento operário como instância representativa, obrigando os patrões a negociar com os proletários e a considerá-los em suas decisões.

Vale registrar que as promessas não foram cumpridas. Os patrões consideraram a greve não como uma questão social e política, mas como caso de polícia.

Em toda a república velha as greves nunca foram consideradas como direito dos trabalhadores, mas sim caso de polícia, e o movimento operário foi duramente combatido e perseguido, todos os direitos atuais dos trabalhadores forma conquistados a duras penas.






sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

2. As lutas sindicais

A saída para a classe trabalhadora[1] era buscar sua unidade e formas de organização que possibilitassem enfrentar a exploração imposta pelo poderio do capital e garantir os empregos, ameaçados pela mecanização e pelas linhas de produção.

Essas lutas adquiriram grande amplitude e muitas vezes formas radicalizadas, a ponto de levar os manifestantes a quebrarem máquinas.

As ações dos trabalhadores não foram em vão. Com cartas, manifestações de rua, greves e um crescente nível de organização, a classe trabalhadora das fábricas e dos serviços impunha o diálogo e a negociação.

 Conquistas vão se sucedendo, incluindo a redução da jornada de trabalho, que resultou em maior oferta de empregos, com a criação dos turnos de trabalho, além de leis reguladoras das relações trabalhistas.

No início do século XIX, a forma de organização dos trabalhadores em sindicatos de classe já estava reconhecida e consolidada para a intermediação e solução de conflitos trabalhistas.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

1. A Formação do Capitalismo

1.1 - As relações[1] de trabalho na Idade Moderna e Contemporânea: a formação do capitalismo

- A Idade Contemporânea, de 1789 até os dias atuais: a formação do capitalismo em sua forma moderna – o capitalismo industrial  e as relações de trabalho.

A Revolução Industrial levou a um aumento da produção, dos lucros e, também, da exploração do trabalho humano. O trabalhador foi submetido a longas jornadas de trabalho, 14 horas ou mais, recebendo baixos salários.
        
Não eram somente adultos que se transformavam em operários: crianças de apenas seis anos empregavam-se nas fábricas, executando tarefas por um salário menor que o do adulto. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem.

Inicialmente eram revoltas isoladas, mas, depois, os operários se organizaram em sindicatos, para lutar por seus interesses. E os trabalhadores descobriram uma arma para lutar contra a exploração de sua força de trabalho: a greve.


[1] Copiado do site:http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10-Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita a autoria.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

1. A Formaçãodo Capitalismo

1.1 - As relações[1]  de trabalho na Idade Moderna e Contemporânea: a formação do capitalismo

- A Idade Contemporânea, de 1789 até os dias atuais: a formação do capitalismo em sua forma moderna – o capitalismo industrial  e as relações de trabalho.

Com a Revolução Industrial, tornou mais intensa a competição entre os países industriais, para obter matérias-primas, produzir e vender seus produtos no mundo, fazendo surgir um novo colonialismo no século XIX – o imperialismo.
As potências industriais européias invadiram e ocuparam grandes áreas dos continentes africano e asiático. Fundaram colônias e exploraram as populações nativas, pagando baixos salários pelo seu trabalho.
Além de fornecer matérias- primas para as indústrias européias, as colônias eram também grandes mercados consumidores de produtos industriais.
Os países americanos, apesar de independentes de suas metrópoles européias – Portugal, Espanha e Inglaterra –, não escaparam dessa dominação colonial, principalmente da Inglaterra.
Os países latino-americanos, inclusive o Brasil, continuaram como simples vendedores de matérias- primas e alimentos para as indústrias européias e como compradores dos produtos industriais europeus.


[1] Copiado do site:http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10-Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita o autor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

1. A Formação do Capitalismo

1.1 - As relações de trabalho na Idade Moderna e Contemporânea: a formação do capitalismo

- A Idade Contemporânea, de 1789 até os dias atuais: a formação do capitalismo em sua forma moderna – o capitalismo industrial  e as relações de trabalho.

Até o século XVIII, o comércio era a principal atividade econômica da Europa, proporcionando grandes lucros à burguesia comercial. Nesta época começaram a surgir novas técnicas de produção de mercadorias. Como exemplo, podemos citar a invenção da máquina a vapor e do tear mecânico, essas mudanças aumentaram os lucros da burguesia.

Surge, deste modo, um novo grupo econômico, muito mais forte que a burguesia comercial, a burguesia industrial. Cabia à burguesia industrial a maior parte dos lucros, enquanto a grande maioria dos homens continuava pobre, uns continuaram trabalhando a terra arrendada, outros tornaram-se operários assalariados. Essa situação histórica é conhecida como Revolução Industrial.

O primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra, em 1750. Posteriormente, já no século XIX, outros países realizaram a Revolução Industrial: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão.

O capitalismo industrial, firmando-se como novo modo de vida, fez com que o trabalho assalariado se tornasse generalizado. O homem passou, assim, a comprar o trabalho de outro homem por meio de salário.

[1] Copiado do site:http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10-Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita o autor.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

1. A Formação do Capitalismo


- A Idade Moderna, de 1453 a 1789, e a formação do capitalismo comercial.
No século XV, o comércio já era a principal atividade econômica da Europa. Os comerciantes, ou a classe burguesa, já tinham acumulado grandes capitais realizando o comércio com a África e a Ásia, através do mar Mediterrâneo. O capital torna-se a principal fonte de riqueza, substituindo a terra, do período feudal. De que forma o capital podia ser acumulado ou obtido?
·        Por meio da ampliação cada vez maior do comércio;
·        Por meio da exploração do ouro e da prata.
A expansão do comércio gerou a necessidade de se aumentar a produção, principalmente o artesanal. Os artesãos mais ricos começaram a comprar as oficinas dos artesãos mais pobres. Estes transformaram-se, então, em trabalhadores assalariados, e o número de empregados nas oficinas foi aumentando.
A fase de acumulação do capital por meio do lucro obtido com o comércio e, ainda, por meio da exploração do trabalho do homem, seja o assalariado ou o escravo, recebe o nome de capitalismo comercial. Nesta fase do capitalismo, nos séculos XV e XVI, ocorreu a expansão marítimo-comercial. A expansão marítima européia fez ressurgir o colonialismo.
[1] Copiado do site:http://www.scribd.com/doc/32384371/Curso-Realidade-10-Encontros-de-1-Dia. No dia 17/01/2010. O site não cita o autor.

1.1 - As relações de trabalho na Idade Moderna e Contemporânea: a formação do capitalismo