quinta-feira, 12 de julho de 2012

O mercado é a lei do mais forte (Arlindo Chinaglia). [1]

No sentido da democratização do poder do Estado, o controle popular e o Orçamento Participativo são armas eficazes. Mas, como peso na economia, me preocupa.

Nunca gostei do termo “socialismo real”, porque prefiro dizer que não era socialismo.

É uma atitude mais coerente com princípios e valores sempre defendidos pelos socialistas.

Nesse sentido, como analisar o processo chinês, que hoje ameaça o Japão e é uma economia planificada, centralizada? Não consigo entender que a centralização seja algo necessariamente ruim.

Exemplo são as megafusões, os grandes conglomerados. Eles são centralizados, têm poder, planejam. Então, não consigo vislumbrar a estratégia que vai nos levar naturalmente ao socialismo.

E não estou defendendo nada daquilo que é burocracia e ineficiência. Aliás, eu rechaço a idéia de que o mercado seja livre. Ao contrário, o mercado é a lei do mais forte, com todos os crimes que levaram à concentração e ao poder dos atuais mais fortes.


[1] Paul Singer e João Machado, Série Socialismo em discussão, ECONOMIA SOCIALISTA, EDITORA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO, 1a edição: junho de 2000, São Paulo.

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